PATRIMÔNIO CULTURAL DO MERCOSUL
09 de Fevereiro de 2019

 Na presença do ministro da Cidadania, o povo Guarani também recebeu, na sexta (8), o certificado da Tava como Patrimônio Cultural do Mercosul. Lugar de referência para a memória e a identidade do povo Guarani, a Tava, localizada na área que corresponde ao Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo, foi construída e habitada pelos ancestrais deste povo indígena. O lugar sagrado foi reconhecido como patrimônio da região no XVII Encontro da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL, ocorrido em outubro de 2018, em Montevidéu (Uruguai).

A titulação significa o reconhecimento da presença ancestral dos Guarani no território Yvy Rupá, que hoje integra o Brasil, a Argentina e o Paraguai. Para os Guarani, os países reúnem uma grande rede étnica formada por aldeias, caminhos e locais sagrados. Transitar livremente por esse território, como fizeram seus ancestrais, é um dos fundamentos que os indígenas desejam preservar. A Tava também é registrada como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Iphan.

O evento de entrega do certificado internacional ainda contou com a presença de representantes do povo Guarani e da coordenadora-executiva da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul, Gabriela Gallardo.

O prefeito de São Miguel das Missões, Hilário Casarin, anunciou novidades para a preservação do patrimônio da cidade. “Eu acredito que é possível fazer nossa região missioneira crescer cada vez mais. O município vai dar uma contrapartida de R$ 700 mil para a repavimentação da Rua Borges do Campo”, pontuou.

Também estiveram presentes no evento representantes da etnia Guarani, povo localizado em diversas aldeias na região costeira do Sul e Sudeste do País. “É um momento muito especial para nosso povo. Desde a colonização dos portugueses nós (já) vivíamos no nosso território. Jamais tivemos a ideia de divisão de fronteiras ou de países. Esse espaço para nós é muito sagrado, derramou-se muito sangue. Mesmo assim estamos vivendo e resistindo”, afirmou Marcos Tupã, liderança Guarani que veio de uma aldeia localizada em Ubatuba (SP).

Por Izabél Cristina Ribas

Fonte: Assessoria de Comunicação/Secretaria Especial da Cultura/Ministério da Cidadania

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