O município foi a primeira redução fundada na banda oriental do rio Uruguai em 1626
O município de São Nicolau iniciou o ano de 2014 marcado por um momento especial. Na quinta-feira, 02 de janeiro, estiveram no Sítio Arqueológico da Redução, o Coordenador Permanente da Comissão da Mostra da Arte Missioneira, Eduardo Galeano e o historiador Sergio Venturini, acompanhados do pesquisador e antropólogo, Luiz Noriega, de Buenos Aires, apresentando a Bandeira da Nação Missioneira. Nação esta, que teve sua criação a partir de um documento assinado em 29 de dezembro de 2012, quando foi estabelecida a criação de uma bandeira comum. Os visitantes foram recebidos pela secretária municipal de Turismo, Ana Paula Alvarenga. O roteiro começou por São Nicolau, mas vai percorrer todos os municípios dos Sete Povos das Missões, que compreendem a região da Associação os Municípios das Missões (AMM).
Povos de uma mesma cultura
A bandeira foi elaborada na cor avermelhada para lembrar a terra marcada pelo sangue do povo missioneiro, durante as guerras. No centro dela, está a Cruz Missioneira na cor dourada, que referenda a lembrança do Cristo ressuscitado. No dia 29 de dezembro de 2013 ocorreu o evento de instituição do símbolo da Nação Missioneira. Data escolhida por tratar-se do dia da comemoração dos 404 anos das Missões em San Ignácio Guazú, primeira Redução Jesuítico-Guarani, fundada em 1609.
Uma bandeira para reunir povos de uma mesma cultura, origem e história, que inicia a peregrinação pelas Missões, justamente por São Nicolau, primeira redução fundada na banda oriental do rio Uruguai, em 03 de maio de 1626. Futuramente, cada um dos 30 povos poderá ter sua bandeira hasteada junto as demais bandeiras. José Roberto de Oliveira, além de Coordenador Permanente da Comissão da Mostra da Arte Missioneira, também é o representante das Missões do território brasileiro. A ideia de Nação Missioneira acena para o pertencimento de uma cultura e origem comum (étnica), histórica e de sentimentos de amor à identidade. Visitando os 30 Povos Missioneiros é possível verificar a mesma origem, traços comuns do modo de ser e vontade de resgatar e preservar uma história, que se estende até a atualidade.
Informações e foto: Ana Paula Alvarenga
Edição: Karin Schmidt