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AMM teve participação fundamental nas obras que estão acontecendo no trevo da ERS 344/BR 392

Publicado em 04/12/2014
Por Karin Schmidt

Embora sem comunicado oficial do Daer ou DNIT aos gestores municipais, as máquinas trabalhando no chamado 'trevo da morte', indicam início dos serviços de melhorias

Diariamente, milhares de pessoas que trafegam no entroncamento da BR 392 com a ERS 344 – KM 83, inclusive com transporte escolar e serviços em saúde, arriscam a vida no trevo e imediações. Diante do alarmante número de acidentes e vítimas, especialmente com cidadãos dos municípios próximos, a Associação dos Municípios das Missões (AMM), desde 2011, vem atuando intensamente junto às autoridades estaduais e federais para conseguir a revitalização do trevo, localizado entre Giruá e Santo Ângelo, de forma a tornar mais segura a passagem dos viajantes que precisam utilizar esta rodovia para suas atividades. E, ao que tudo indica, a pressão está trazendo avanços.

Até o momento, não houve confirmação oficial do Daer e Dnit, mas as máquinas já começaram a trabalhar no local sinalizando que o projeto de revitalização do chamado 'trevo da morte' pode, finalmente, sair do papel. “Passei algumas vezes pelo trecho nestes últimos dias e, de fato, parece que as obras iniciaram e estão a todo vapor”, relatou o prefeito de Giruá Fabiam Thomas, um dos gestores municipais que vem trabalhando pelo redesenho do trajeto do trevo. Em 2011, Thomas era vice-presidente da AMM e conseguiu o empenho de todos os prefeitos missioneiros nesta luta.

Polícia Rodoviária Estadual
De acordo com o comandante do Grupo Rodoviário da Brigada Militar de Santo Ângelo, sargento Itamar Rutilli, de 2011 até agora, ocorreram 36 acidentes no KM 83 - trevo de entroncamento da BR 392 com a ERS 344, com três mortes. Mas o número de vítimas fatais pode ser bem maior, pois como explicou o comandante “as vítimas são contabilizadas quando a morte ocorre no ato do acidente ou no mesmo dia. A partir do dia seguinte, o óbito não é registrado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE)”. Conforme aponta o levantamento da PRE, os números de acidentes no ‘trevo da morte” no período de 2011 a 2014 foram os seguintes:

2011 – 4 acidentes com danos materiais, 4 com lesões corporais e 2 acidentes com mortes;
2012 – 5 acidentes com danos materiais, 4 com lesões corporais e 1 acidente com morte;
2013 – 5 acidentes com danos materiais e 2 com lesões corporais;
2014 – até o momento, foram registrados 2 acidentes com danos materiais e 7 com lesões corporais.

Vigilância da AMM
O presidente da AMM, prefeito de São Luiz Gonzaga, Junaro Rambo Figueiredo salientou que o início das obras é uma demonstração da união de forças dos chefes do Executivo. “A missão da Associação dos Municípios das Missões é trabalhar para intensificar o desenvolvimento e a economia regional, priorizando a qualidade de vida do cidadão missioneiro. E, com certeza, uma das nossas metas é solucionar os gargalos viários da região, como é o caso deste trevo que provoca tantas mortes e acidentes, acarretando prejuízos e sofrimento para tantas famílias”, ressaltou o dirigente da Associação.

Histórico da reivindicação
Em novembro de 2011, se iniciou um forte movimento dos prefeitos missioneiros com ações, para resolver o sério problema do tráfego neste trevo da ERS 344. Na época, o presidente da AMM Orcelei Dalla Barba e o vice-presidente, prefeito Fabiam Thomas, que levantou o problema em assembleia, articularam uma grande mobilização pela obra, que teve adesão imediata dos gestores municipais e da própria comunidade missioneira. Naquele ano, a diretoria da Associação juntamente com outros prefeitos, lideranças regionais e técnicos do Daer estiveram em audiência com o então secretário de Infraestrutura Beto Albuquerque para discutir a remodelação do respectivo trevo.

Mesmo não sendo atendidos na solicitação, eles não desistiram da luta e, nos últimos três anos, a reivindicação continuou tendo o apoio dos demais prefeitos. “Podemos afirmar que se não fosse a constante vigilância da AMM sobre o tema, a obra não teria saído do papel”, reiterou Thomas, destacando que só do município de Giruá, já morreram mais de 25 pessoas no trevo da ERS 344 e imediações, ao longo dos anos.

Também o ex-presidente da AMM, Orcelei Dalla Barba, evidenciou o reforço da entidade nesta causa. “Não existe movimento sem resultados. Essa conquista se deve ao esforço conjunto dos 26 municípios da AMM e significa que a região foi ouvida, apesar da lentidão do Estado e da União em atender os pleitos”, acrescentou Orcelei, que atualmente é secretário de Administração de Mato Queimado.

 

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