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AMM convoca coletiva para revelar à sociedade os efeitos da crise na região das Missões

Publicado em 05/07/2015
Por Karin Schmidt

Seria possível construir uma nova região se os recursos em atraso fossem pagos aos municípios missioneiros

O presidente da Associação dos Municípios das Missões (AMM) e prefeito de Giruá, Angelo Fabiam Duarte Thomas, concederá coletiva à imprensa na próxima sexta-feira (10/7), às 9 horas da manhã, na sede da Associação, em Cerro Largo. Ele vai apresentar oficialmente os prejuízos financeiros da região, contabilizados até o momento, decorrentes do atraso de verbas por parte dos governos federal e estadual. Na ocasião, todos os prefeitos que congregam a AMM estarão conversando com a imprensa para informar sobre as consequências da crise financeira em seus municípios. São esperados gestores, secretários municipais, vereadores, representantes do comércio, coredes, universidades, sindicatos, comunidade em geral e toda imprensa missioneira.

Verdadeira fortuna
Na coletiva serão divulgados valores que os municípios deixaram de receber em 2015 e nos anos anteriores. Somente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é garantido pela constituição, as 26 cidades da região têm mais de um bilhão de reais a receber. E a lista de atraso em repasses é ainda maior: desonerações fiscais; restos a pagar para investimentos em diversos setores como obras, educação, saúde e agricultura; além da nova divisão dos royalties de petróleo, que é um exemplo do dilema vivido pelos municípios. Caso fosse votada a ação que está aguardando julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), os recursos já estariam nos cofres das prefeituras missioneiras. “São dados que surpreendem, uma verdadeira fortuna. Seria possível construir uma nova região se os recursos em atraso fossem pagos aos municípios missioneiros”, revelou Thomas.

Ato respeitoso
De acordo com o dirigente da AMM, o objetivo é informar à sociedade as dificuldades financeiras enfrentadas pelos gestores para administrar os municípios. “Será um ato respeitoso. Nossa intenção não é criticar os governos, pois divulgaremos com a mesma intensidade e repercussão, se as prefeituras receberem recursos extras”, explicou Fabiam ao pedir: “queremos que toda a sociedade missioneira nos ajude a cobrar o pagamento destas dívidas que estão em aberto”.
 

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