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AMM vai continuar trabalhando para fortalecer o municipalismo

Publicado em 15/07/2013
Por Karin Schmidt

A grande concentração de recursos no Estado e na União sacrifica as gestões municipais deixando para os prefeitos a tarefa de administrar os problemas, contornar as crises, dialogar com a comunidade, sem condições financeiras
para o desempenho satisfatório das demandas. A opinião é do secretário da Associação dos Municípios das Missões, AMM, e prefeito de Giruá, Ângelo Fabiam Thomas (PDT) ao revelar que a situação econômica dos municípios é constrangedora, pois quando recebem os recursos, recebem pouco, com atraso e ainda precisam dedicar dez dias para cumprir a burocracia do respectivo repasse. “Quando há atraso na prestação de contas, os municípios são punidos com multas, reprimendas, bloqueio de repasses. Quando a União ou os Estados atrasam, o que ocorre? absolutamente nada”, reclamou. Por isto a importância da Marcha a Brasília, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para mostrar às autoridades e também à população, a situação da má distribuição dos recursos.

De acordo com Fabiam, que é também um dos vice-presidentes da Federação das Associações de Municípios (Famurs), os municípios geram riquezas para manter Estados e a União, que devolvem apenas uma pequena parcela, e ainda de forma ineficiente, o que causa uma justificável revolta nos gestores públicos. “Temos direito a muito mais recursos financeiros, mas infelizmente esse direito não é respeitado. As riquezas são geradas nos municípios, mas os recursos não ficam aqui”, explicou. Como secretário da AMM e vice-presidente da Famurs, o prefeito missioneiro promete lutar para uma maior valorização dos municípios no atual sistema federativo que, na sua avaliação, “é como a serpente que só pica quem está descalço”.

AMM na diretoria da Famurs

Ângelo Fabian Thomas destacou que para a Associação dos Municípios das Missões, composta por 26 cidades, é uma oportunidade interessante ter o presidente, e um dos vice-presidentes na diretoria de uma entidade forte como a Famurs. “Sem dúvida não se pode tratar as demandas regionais e locais junto a uma Federação, já que representamos todos os municípios gaúchos de igual forma, mas é inegável que todas as informações úteis ao municipalismo serão replicadas na nossa Associação regional”, explicou. Ele também lembrou que a trajetória e experiência administrativa do atual presidente da Famurs, o prefeito de Santo Ângelo Valdir Andres é um fator importante para a instituição. “Nosso objetivo é prestar o suporte necessário para que não apenas o dirigente da entidade, mas toda a diretoria possam bem representar a Famurs e trabalhar para obter importantes conquistas que fortaleçam o municipalismo”, assegurou Fabian Thomas. Os dois missioneiros estarão à frente da Federação no biênio 2013/2014.
 

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