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Livro da AMM vai mostrar a força da entidade no desenvolvimento regional

Publicado em 17/03/2014
Por Karin Schmidt
Secretário Executivo da AMM Laureano Alberto Schoffen

São Luiz Gonzaga, São Borja, Santo Ângelo, Sete de Setembro e Rolador já estão organizando os trabalhos de pesquisa

Entre os registros memoriais e fatos históricos que farão parte do livro que vai marcar os 50 anos da AMM, comemorados em 2017, está a força da entidade junto às esferas federais e estaduais, como alicerce nas lutas conjuntas dos municípios missioneiros e da região. O secretário executivo, Laureano Alberto Schoffen, foi um dos idealizadores e fundadores da Associação dos Municípios das Missões, e por isto, é uma verdadeira memória viva da história da AMM. A obra vai relatar também o esforço político para a criação da entidade, e o momento em que os oito municípios fundadores da Associação começaram a trabalhar, unidos pelas demandas regionais.

A partir da implantação das Associações de Municípios, os governos passaram a olhar as regiões com mais atenção. "Uma coisa é ter mais de 400 municípios reivindicando individualmente. Outra, bem diferente, é ter grupos unidos em seus pleitos locais e regionais, com o apoio das Associações de Municípios, como ocorre com os 26 municípios da AMM", lembrou Laureano Schoffen, que atua na Associação desde 1967, data de criação da entidade.

Vereador em Cerro Largo, na década de 60, o atual secretário executivo e outras expressivas lideranças começaram a perceber a necessidade de unir esforços e criar uma Associação, a exemplo do que já estava sendo cogitado na região de Santa Rosa e de São Leopoldo. “Entendemos que a iniciativa seria fundamental para o avanço da economia missioneira, pois as Associações de Municípios são as grandes indutoras no relacionamento administrativo entre os municípios", evidenciou Laureano Alberto Schoffen, garantindo que "até hoje é de suma importância a força da AMM na viabilização das ações regionais". 

A fundação da AMM, Famurs e CNM    

Inicialmente, a AMM tinha um escritório de representação em Porto Alegre, com um funcionário responsável pelo encaminhamento dos pleitos da região junto ao governo do estado e autarquias federais. Mas, com o passar do tempo, as lideranças missioneiras perceberam que era o momento de criar uma entidade para cuidar diretamente das demandas municipais e regionais. Com esta finalidade, em 1967, em Cerro Largo, foi fundada a Associação dos Municípios das Missões. A primeira assembleia da Associação foi conduzida pelo vereador Renê Schwengber, e os municípios fundadores foram Cerro Largo; São Luiz Gonzaga; Bossoroca; Santo Antônio das Missões; Caibaté; São Nicolau; Roque Gonzales e Guarani das Missões. Logo em seguida, outros municípios aderiram à Associação.

Com os resultados positivos que estavam sendo alcançados com as associações municipais, os prefeitos foram mais além e decidiram também por uma nova entidade para trabalhar na defesa dos interesses dos municípios, mas em nível estadual. Surgiu, assim, em 1976, a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs). “Estive presente na solenidade de inauguração da Famurs, em Porto Alegre. Foi um momento importante para todos os municípios gaúchos”, rememorou Shoffen, salientando que, "posteriormente, em 1980, se estabeleceu em Brasília, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com o objetivo de consolidar o movimento municipalista e fortalecer a autonomia dos municípios". 

Resgate histórico dos municípios

Além de contar um pouco sobre a história das missões e da trajetória política e social da AMM, a publicação também abordará informações econômicas, sociais e políticas dos 26 municípios da região. Todos os municípios missioneiros serão visitados pela organizadora da obra, a jornalista Karin Schmidt, que também entrevistará autoridades e outros personagens para coletar informações. Já foram procurados os municípios de Santo Ângelo, a Capital das Missões, maior município da região, com história riquíssima e belezas arquitetônicas, que terá à frente das pesquisas o secretário municipal de Cultura, Mário Simon. Em São Luiz Gonzaga, Terra de Histórias e Tradições, atuante na cultura local e regional, os relatos ficarão por conta das professoras Maria Ivone de Ávila Oliveira, presidente do Instituto Histórico e Geográfico (IHGSL) e Anna Olívia do Nascimento, historiadora e presidente de Honra do IHGSL. 

Na Terra dos Presidentes, São Borja, uma das cidades mais importantes na história da política brasileira, foi designada para a pesquisa a professora Jaqueline Iglesias Cassafuz, diretora do Memorial Casa João Goulart. Em Sete de Setembro, conhecido por suas belezas naturais, que recebeu este nome em homenagem à pátria, pois os primeiros colonizadores chegaram no local no mês de setembro e o fundador preservava o sentimento patriota, será responsável pela organização da história do município a professora Alice Kapelinski, secretária Municipal de Educação. E Rolador, onde as estradas têm um traçado natural, obedecendo aos antigos caminhos utilizados por índios, a apresentação do relato histórico é da professora Mirdes Boufleur, turismóloga e especialista em mídias na educação.

 

 

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