É a primeira vez que o evento ocorre no local, que é considerado uma das maiores atrações de turismo religioso do Estado
Neste mês de maio, as demandas sobre o turismo missioneiro serão tratadas na casa de retiro localizada no Santuário do Caaró, em Caibaté. No encontro, que começa às 9 horas, do dia 26, segunda-feira, estarão reunidos com a diretoria do Detur/Funmissões, prefeitos, secretários municipais de Turismo e demais representantes do setor dos 26 municípios da Associação dos Municípios das Missões (AMM).
A diretoria do Detur, coordenada pela prefeita de Sete de Setembro, Rosane Grabia, deve fazer um relato sobre os projetos em andamento, bem como outras ações que serão desenvolvidas na região para fomentar as potencialidades turísticas dos municípios da AMM. Para o prefeito de Caibaté, Sergio Birck, este é um momento especial para toda a região. "É a primeira vez que Caaró sedia a reunião do Detur. Estamos muito felizes, pois o Santuário é considerado no Estado como o local de maior reconhecimento de turismo religioso", destacou o prefeito anfitrião.
Sobre o Caaró
Uma das mais intrigantes histórias que envolve o local é o coração do Padre Roque Gonzales que é mantido há quase 400 anos sem nenhum conservante ou produto químico. A região, que hoje compreende o Rio Grande do Sul foi habitada há milênios, principalmente, por grupos guaranis, gês e charruas. A partir do ano de 1626, com a presença do padre jesuíta Roque Gonzales e de outros que o seguiram, foram fundados povoados jesuíticos-guaranis no que foi considerado o 1º Ciclo Jesuítico.
Padre Roque Gonzales, filho de nobre família paraguaia, fundou os quatro primeiros desses povoados. Quando criava o 5º povoado que seria em homenagem a "Todos os Santos do Caaró" foi morto. Junto com ele estava o Padre Afonso Rodrigues, que também tombou. Os padres foram mortos a mando de Cacique Nheçu, que não aceitava a presença dos "homens de preto" na região. Os padres foram esquartejados e colocados dentro da rústica igreja do povoado onde foi ateado fogo. Os revoltosos seguiram em direção a outro povoado onde mataram o padre jesuíta, João de Castilhos. Esta é uma parte da história sobre o local, que atrai fiéis e turistas de várias partes do país.